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02/11/17

Marquês de Pombal: rotunda / "Marquês de Pombal": roundabout

Marquês de Pombal: uma praça, uma rotunda, um ponto de encontro de lembranças e memórias.

            Existem locais na cidade onde o passado e o presente se encontram. São marcos do nosso dia a dia e dos dias de outrem também. A praça do Marquês de Pombal é, sem dúvida, um desses locais.

            Para as pessoas a rotunda/praça do Marquês de Pombal é apenas uma referência de centro, entrada ou saída cidade de Lisboa, não existindo a verdadeira consciência de um passado, de um património único não havendo também a contemplação e a adoração do enorme símbolo patrimonial que está no seu centro.


Praça Marquês de Pombal
      © Ruas de Lisboa com alguma história



            Entender a ideia da construção da rotunda é, em primeiro lugar, entender e perceber que foi um marco de evolução da cidade e a sua consequente expansão para norte.

            A ideia de se erguer um monumento a Sebastião José de Carvalho e Melo surgiu em meados do século XIX porém, só em 1882 ela se tornou pública e concreta, quando o Parlamento autorizou o Estado a fornecer o bronze para a sua realização.

            Virado a sul, numa posição de vigia da obra feita, o monumento tem 36 metros de altura e a figura de bronze do Marquês de Pombal tem quase 10 metros. A sua figura apoia o braço num leão, símbolo de serenidade e de força. Na base do monumento encontra-se a proa de uma nau que simboliza a libertação da marinha mercante. O corpo de uma mulher nua é Lisboa reconstruída. Por baixo estão as esculturas de Plutão e Poseidon, símbolos do cataclismo que assolou a cidade em 1755. Ao lado  estão presentes os representantes da indústria e da pesca -- um cavalo arrasta as redes, um operário assopra o vidro. A agricultura é também representada pelo trabalho da lavoura e uma junta de bois. Uma mulher transportando uma cesta de uvas, representa a beleza e a elegância da forma. Como alegoria da reforma dos Estudos Universitários vemos Minerva, sentada diante do pórtico da Universidade de Coimbra.

            O início do século XX chamava as gentes à rotunda atraídas por um monumento estupendo, deslumbrante na sua dimensão e nas suas figuras.
            Os tempos modernos trouxeram à praça a correria do quotidiano, o excesso de trânsito e um olhar breve e fugaz de quem lá passa. O olhar atento e o interesse do que foi, o que lá houve e mesmo o que é hoje, não existe.

Praça Marquês de Pombal
 © Roc2c


            O século XXI, numa ideia artística diferente, coloca nas paredes dos tuneís do metro, a história e a vida deste estadista.

            O Hotel Fenix e o Hotel Flórida, construídas na segunda metade do século XX são dos poucos edifícios que se impõem na nova arquitetura moderna da praça. Dos edifícios iniciais e dos pequenos jardins já quase nada resta. A praça moderniza-se, despreza a habitação e acolhe os serviços.


 Curta biografia de Marquês de Pombal

            Sebastião José de Carvalho e Melo ficou na história conhecido por seu título de nobreza, Marquês de Pombal. Sua família era nobre, mas os pais de Sebastião não tinham muito dinheiro. O rapaz estudou Direito por um ano na de Universidade de Coimbra e não gostou. Entrou para o serviço militar, como cadete e também não se adaptou. Depois de uma vida de solteiro bastante agitada, casou-se com Teresa de Noronha e Bourbon, dama da rainha Maria Ana de Áustria.

Marquês de Pombal
© Observador

            Quando completou 39 anos iniciou a sua vida pública: foi embaixador (representante do governo português) na Inglaterra - onde sua mulher veio a falecer - e na Áustria. A sua energia, depois do terramoto de 1755 que destruiu Lisboa e matou centenas de milhares de pessoas, deu-lhe muito prestígio com o rei. Foi nomeado sucessivamente primeiro-ministro, conde de Oeiras e Marquês de Pombal.


Um olhar e uma reflexão à calçada

            Esta calçada é um ícone e ao mesmo tempo um ponto de encontro de tradições portuguesas e europeias, como já aqui referimos. Nela estão representados símbolos e figuras, fazendo assim referência à Época dos Descobrimentos, um marco na história portuguesa.

            Estas minuciosas obras de arte pública não simétricas trazem também o sonho e a memória do quotidiano, ajudando a criar a identidade que distingue a Calçada Portuguesa.

Praça Marquês de Pombal
 © Roc2c


Podemos realçar a importância histórica destes empedrados em calçada portuguesa. Nesta rotunda temos representados uma caravela e uma estrela- todos eles representam a grande Época dos Descobrimentos Portugueses. A caravela foi uma embarcação usada pelos portugueses durante a era dos Descobrimentos e a estrela está associada ao simbolismo celeste. Retrata a perfeição, a luz e o renascimento.




Marquês de Pombal: a square, a roundabout, a meeting point of memories

            There are places in the city where the past and the present connect each other. They are symbols of our days and the days of others too. The square of Marquês de Pombal is undoubtedly one of these places.

            For people, the roundabout/square of Marquês de Pombal is only a reference to the center, entrance or exit of Lisbon. There is no true awareness of a past, of a unique patrimony, and there isn´t also the contemplation and worship of the huge patrimonial symbol which is at its center.

Praça Marquês de Pombal
© BicLaranja


            Understanding the idea of the construction of the roundabout is, firstly, to understand and realize that it was an evolution landmark of the city and its consequent expansion to the north side.
            The idea of rising up a Sebastião José de Carvalho e Melo monument appeared in the mid-nineteenth century, but it was only in 1882 that it became public and concrete, when Parliament authorized the state to provide the bronze for its realization.

            Facing to south, in a position of watchman of the work done, the monument is 36 meters high and the bronze figure of Marquês de Pombal is almost 10 meters. His figure rests his arm on a lion, a symbol of serenity and strength. At the base of the monument we can see a ship prow that symbolizes the liberation of the merchant navy. The body of a naked woman is Lisbon rebuilt. The sculptures of Pluto and Poseidon are below the prow ship and the woman and they are the cataclysm symbols that devastated the city in 1755. The industry and fishing symbols are next to them - a horse drags the nets, a worker blows the glass. Agriculture is also represented by the work of farming and a oxbow. A woman carrying a basket of grapes, represents the beauty and elegance of the shape. As allegory of University Studies we can see Minerva, sitting before the portico of Coimbra University.

            The beginning of the twentieth century called people to the square attracted by an amazing monument, it is wonderful in its size and in its figures.
            The modern times brought to the square the daily rush, the excess of traffic and a brief and fleeting look of who walking there. The watchful look and the interest of what it was, what it was there and even what it is today, this look does not exist.
            The 21st century, in a different artistic idea, places the history and life of this statesman on the walls of the subway tunnels.


Praça Marquês de Pombal
 © Roc2c

            Hotel Fenix and Hotel Florida, built in the second half of the 20th century, are the few buildings that impose themselves on the new modern architecture of the square. From the initial buildings and the small gardens there is almost nothing. The square modernizes itself, despises the housing and welcomes the services.

Short biography of Marquês de Pombal

            Sebastião José de Carvalho e Melo remained in the history known by its nobility title, Marquês de Pombal. His family was noble but Sebastian's parents did not have much money. The boy studied Law for a year at the University of Coimbra and he did not like it. He entered the military service as a cadet and he also did not adapt. After a very troubled single life, he married with Teresa de Noronha and Bourbon, gentlewoman of Maria Ana, queen of Austria.

Praça Marquês de Pombal
© Resto de Colecção


            When he was 39 he began his public life: he was ambassador (a representative of the Portuguese government) in England - where his wife died - and in Austria. His energy, after the earthquake of 1755 that destroyed Lisbon and killed hundreds of thousands of people, gave him great prestige with the king. He was named successively prime minister, Count of Oeiras and Marquês de Pombal.

A look and a reflection on the pavement

            This pavement is an icon and at the same times a meeting point of Portuguese and European traditions, as we have already said. In it they are represented symbols and figures, thus making reference to Discoveries Time, a landmark in Portuguese history.

            These meticulous non-symmetrical works of public art also bring the dream and the memory of daily life, helping to make the identity of the Portuguese Pavement.

Praça Marquês de Pombal
© Resto de Colecção


            We can point the historical importance of these Portuguese Cobblestones. In this roundabout we have a caravel and a star - all of them represent the great Time of the Portuguese Discoveries. The caravel was a ship used by the Portuguese during the Discoveries Era and the star is a celestial symbolism. It portrays the perfection, light and rebirth.




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