"No dia 4 de Agosto, pelas 16:00 horas, na antiga Casa da Câmara de Évora Monte, irá decorrer a inauguração da exposição "Scriptum in Petris".
O artista Ernesto Matos, escritor e designer, escolheu Évora Monte para expor a sua coleção de pedras de artista, que poderá ser visitada até 22 de setembro de 2018.
Esta é a primeira de várias exposições previstas para a reabertura ao público da sala de exposições e posto de acolhimento ao visitante nos Antigos Paços do Concelho da histórica vila de Évora Monte, que será dinamizado pela Galeria de Arte Silveirinha.
Esta iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Évora Monte, da Câmara Municipal de Estremoz, do alojamento "The Place at Evoramonte", da loja de artesanato "Celeiro do Comum" e da editora Sessenta e Nove Manuscritos."
Esta exposição propõe-se a traçar um mapa de fluxos entre
Portugal e Brasil, focando a atenção no design e na cultura.
This
exhibition proposes to draw a flow map between Portugal and Brazil, focusing
attention on design and culture.
" A exposição propõe-se traçar um mapa de fluxos entre Portugal e Brasil, focando a atenção no design e na cultura material de cada país, de modo a problematizar a natureza dessas trocas e tentar entender como espelham a identidade e a história de cada um. A partilha de olhares e ideias entre as duas curadoras – Bárbara Coutinho, portuguesa, e Adélia Borges, brasileira – teceu uma malha de trabalhos transversais e autores que vivem cruzando ou unindo o Atlântico Sul. A exposição foca-se nos territórios de Portugal e Brasil, mas olha para a cultura material de alguns países africanos, uma vez que estes fluxos e trocas não foram bidireccionais, envolvendo muitas vezes África.
Os objetos, projetos, móveis, embalagens, peças gráficas e vestuário em exposição remetem tanto para a história, identidade, política, cultura e memória coletiva de cada país (incluindo reinterpretações de algumas marcas e símbolos nacionais), como espelham alguns estereótipos e/ou equívocos das suas representações e imagéticas. Outras peças remetem ainda para a cultura arquitetónica ou vivem num território híbrido, entre o design e o artesanato.
Muito embora coloque em diálogo obras de diferentes períodos das nossas histórias, incluindo o período de colonização do Brasil, a exposição centra-se no século XX-XXI. Sem qualquer intenção de criar um discurso cronológico ou de esgotar um tema tão amplo, procura ser um espaço de reconhecimento, consciencialização e debate sobre a riqueza de uma real proximidade entre os dois países. Entre os vários projetos apresentados encontram-se, por exemplo, Joaquim Tenreiro que traz de Portugal a maestria no trato da madeira para se tornar o “pai” do móvel moderno brasileiro; na direção contrária, encontramos a aplicação das colunas do palácio do alvorada de Óscar Niemeyer no Colégio de Moimenta da Beira, gesto considerado subversivo pela ditadura de Salazar. Mapeiam-se também iniciativas recentes de trabalhos elaborados em conjunto por profissionais das duas nacionalidades.
Tatuagens Urbanas e o Imaginário Carioca está aberta ao público a partir de hoje
Reconhecidas internacionalmente como uma das marcas dacidade, as calçadas do Rio de Janeiro são o tema da exposição Tatuagens Urbanas e o Imaginário Carioca, inaugurada para convidados na noite de ontem (11), no Museu Histórico Nacional.
Promovida pela prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, a mostra faz parte do calendário das celebrações pelos 450 anos da cidade e foi aberta para o público hoje (12), ficando em cartaz até o dia 1º de agosto.
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O Rio de Janeiro tem 1 milhão e 218 mil metros quadrados (m2) de calçamento em pedras portuguesas, o que constitui uma das maiores heranças em todo o mundo da arte de fazer calçadas desenhadas com mosaicos de calcário. A tradição foi iniciada com os portugueses, que levaram a técnica a todos os países por eles colonizados e a grandes cidades europeias.
O calçadão da Praia de Copacabana, imagem mundialmente famosa, e o canteiro central da orla do bairro, projetado pelo paisagista e arquiteto Roberto Burle Marx, são os exemplos mais emblemáticos das calçadas da cidade. São ícones presentes na exposição, juntamente com fotos de outros exemplos marcantes que ilustram as várias formas de compor as pedras para uma calçada.
Para a realização da mostra, a pesquisadora e produtora cultural Renata Lima contou com a colaboração da Câmara (equivalente à prefeitura) de Lisboa. “Essa parceria nos possibilitou o empréstimo de obras originais, verdadeiros tesouros do patrimônio urbano”, conta. “Através dos acervos de instituições de Portugal e do Brasil apresentamos telas, desenhos e moldes que formam um conjunto expositivo da maior relevância para se conhecer as calçadas portuguesas”, acrescenta.
A ideia da exposição surgiu do livro Tapetes de Pedra, editado por Renata Lima em 2010 e escrito a partir de pesquisas dela sobre as formas dos pavimentos e dos desenhos criados especialmente para compor as calçadas. Na exposição, que tem cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara, o tema é abordado em três módulos: histórico, com acervos das diversas instituições e registros dos calçadões de Copacabana e Ipanema; calceteiro, com o acervo do Museu de Moldes de Lisboa, fotografias e filmes de época, e imaginário carioca.
No último, o visitante pode observar como o carioca se apropriou dessa marca registrada da cidade em outros objetos. Os desenhos das calçadas estão presentes em joias, móveis, obras de arte e criações da moda, pelas mãos de arquitetos, artistas plásticos, designers e estilistas como Burle Marx, Oscar Niemeyer, Chicô Gouveia, Antonio Bernardo, Isabela Capeto e Oscar Metsavaht.
Um seminário e uma oficina de formação de calceteiros complementam a mostra. A partir do dia 15, o Curso de Qualificação de Mestres Calceteiros terá aulas de profissionais portugueses que ensinarão a técnica correta do calçamento.
Com essa iniciativa, a prefeitura carioca pretende reciclar o grupo responsável pelo trabalho e garantir a qualidade do assentamento de pisos em pedra portuguesa na cidade. Ao final do curso, os calceteiros formados serão responsáveis pela construção de novas calçadas, a partir de desenhos selecionados por meio de um concurso da Escola de Artes Visuais, do Parque Lage, na zona sul do Rio.
Serviço: Tatuagens Urbanas e o Imaginário Carioca pode ser visitada até 1º de agosto, de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. Os ingressos custam R$ 8, mas aos domingos a entrada é franca. O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora, próximo à Praça XV, no centro do Rio.
Reconhecidas internacionalmente como uma das marcas da cidade, as calçadas do Rio de Janeiro são o tema da exposição Tatuagens Urbanas e o Imaginário Carioca, inaugurada para convidados na noite de nesta quinta-feira (11), no Museu Histórico Nacional (MHN). Promovida pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, a mostra faz parte do calendário das celebrações pelos 450 anos da cidade e abre para o público amanhã (12), ficando em cartaz até o dia 1º de agosto.
O Rio de Janeiro possui 1 milhão e 218 mil m² de calçamento em pedras portuguesas, o que constitui uma das maiores heranças em todo o mundo dessa arte de fazer calçadas desenhadas com mosaicos de calcário. Tradição iniciada com os portugueses, que levaram a técnica a todos os países por eles colonizados e a grandes cidades europeias.
O calçadão da praia de Copacabana, imagem mundialmente famosa, e o canteiro central da orla do bairro, projetado pelo paisagista e arquiteto Roberto Burle Marx são os exemplos mais emblemáticos das calçadas da cidade. São ícones que estão presentes na exposição, juntamente com fotos de outros exemplos marcantes que ilustram as várias formas de compor as pedras para uma calçada.
Para a realização da mostra, a pesquisadora e produtora cultural Renata Lima contou com a colaboração da Câmara [equivalente à prefeitura] de Lisboa. “Essa parceria nos possibilitou o empréstimo de obras originais, verdadeiros tesouros do patrimônio urbano”, conta Renata. “Através dos acervos de instituições de Portugal e do Brasil apresentamos telas, desenhos e moldes que formam um conjunto expositivo da maior relevância para se conhecer as calçadas portuguesas”, explica.
A ideia da exposição surgiu do livro Tapetes de pedra, editado por Renata Lima em 2010 e escrito a partir de pesquisas que ela realizou sobre as formas dos pavimentos e dos desenhos criados especialmente para compor as calçadas. Na exposição, que tem cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara, o tema é abordado em três módulos: histórico, com acervos das diversas instituições e registros dos calçadões de Copacabana e Ipanema; calceteiro, com o acervo do Museu de Moldes de Lisboa, fotografias e filmes de época e módulo imaginário carioca.
Neste último, o visitante pode observar como o carioca se apropriou dessa marca registrada da cidade em outros objetos. Os desenhos das calçadas estão presentes em joias, móveis, obras de arte e criações da moda, pelas mãos de arquitetos, artistas plásticos, designers e estilistas como Burle Marx, Oscar Niemeyer, Chicô Gouveia, Antonio Bernardo, Isabela Capeto e Oscar Metsavaht.
Um seminário e uma oficina de formação de calceteiros complementam a mostra. A partir do dia 15, o Curso de Qualificação de Mestres Calceteiros terá aulas de profissionais portugueses que ensinarão a técnica correta do calçamento.
Com essa iniciativa, a prefeitura carioca pretende reciclar o grupo responsável por esse trabalho e garantir assim a qualidade do assentamento de pisos em pedra portuguesa na cidade. Ao final do curso, os calceteiros formados serão responsáveis pela construção de novas calçadas, a partir de desenhos selecionados através de um concurso pela Escola de Artes Visuais (EAV), do Parque Lage, na zona sul do Rio.
Tatuagens Urbanas e o Imaginário Carioca pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30 e sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. Os ingressos custam R$ 8, mas aos domingos a entrada é franca. O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora, s/nº , próximo à Praça XV, no centro do Rio.