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"A Lisboa de Fernando Pessoa"

" Os sítios que deram que pensar ao nosso poeta preferido. Fernando Pessoa, Café Restaurante Martinho da Arcada Photo: © Lisboa Secreta Chapéu, óculos redondos, bigode em triângulo. Eis o esboço simples do mais complexo poeta que Lisboa pariu. Era Junho de 1888 e sob o signo de Gémeos (só podia) nasceu Fernando. Nunca saberemos ao certo quantas pessoas viviam no Pessoa (além dos poetas heterónimos) mas sabemos exatamente onde viveram todos juntos, quando o Chiado ainda não sabia falar inglês. Mas Fernando já falava e o futuro era com ele, em 1925 escreve em inglês, “Lisboa, o que o turista deve ver”. O que Pessoa não sabia era que o que o turista mais queria era vê-lo a ele a rimar com Lisboa. Pessoa passou-bem na Brasileira, alargou o Largo do São Carlos, eletrificou o 28, arrebitou-se nos botequins, fumou nas tabacarias, empinocou-se nas barbearias, pensou-se e discutiu-se nos cafés e ficou-se pelo Mosteiro dos Jerónimos. Fernando Pessoa Photo: © Lisb...

Sugestão de Fim De Semana: "Vila de Évora Monte recebe exposição sobre calçada portuguesa"

Photo: ©radiocampanario "No dia 4 de Agosto, pelas 16:00 horas, na antiga Casa da Câmara de Évora Monte, irá decorrer a inauguração da exposição "Scriptum in Petris". O artista Ernesto Matos, escritor e designer, escolheu Évora Monte para expor a sua coleção de pedras de artista, que poderá ser visitada até 22 de setembro de 2018. Esta é a primeira de várias exposições previstas para a reabertura ao público da sala de exposições e posto de acolhimento ao visitante nos Antigos Paços do Concelho da histórica vila de Évora Monte, que será dinamizado pela Galeria de Arte Silveirinha. Esta iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Évora Monte, da Câmara Municipal de Estremoz, do alojamento "The Place at Evoramonte", da loja de artesanato "Celeiro do Comum" e da editora Sessenta e Nove Manuscritos." Notícia retirada RadioCampaneiro Location: Évora Monte, Estremoz

Cristalizações

Cristalizações "Faz frio. Mas, depois duns dias de aguaceiros, Vibra uma imensa claridade crua. De cócoras, em linha, os calceteiros, Com lentidão, terrosos e grosseiros, Calçam de lado a lado a longa rua. Como as elevações secaram do relento, E o descoberto sol abafa e cria! A frialdade exige o movimento; E as poças de água, como em chão vidrento, Reflectem a molhada casaria. Em pé e perna, dando aos rins que a marcha agita, Disseminadas, gritam as peixeiras; Luzem, aquecem na manhã bonita, Uns barracões de gente pobrezita E uns quintalórios velhos com parreiras. Não se ouvem aves; nem o choro duma nora! Tomam por outra parte os viandantes; E o ferro e a pedra — que união sonora! —  Retinem alto pelo espaço fora, Com choques rijos, ásperos, cantantes. Bom tempo. E os rapagões, morosos, duros, baços, Cuja coluna nunca se endireita, Partem penedos; cruzam-se estilhaços. Pesam enormemente os grossos maços, ...