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20/06/18

“O Mar Largo da Calçada Portuguesa” / "The Mar Largo of Portuguese Pavement"


 Um dos grandes expoentes arquitectónicos de Portugal, a Calçada Portuguesa é fonte de orgulho e de admiração nacional. A técnica, cujos modestos inícios datam do séc. XVI, teve o seu verdadeiro começo no período posterior ao Terramoto de 1755.

 Como sabemos, as águas do Tejo devastaram as ruas e invadiram o Rossio, instaurado o caos na cidade antiga. No processo de reconstrução e reurbanização daquela que seria a futura Baixa Pombalina, coube ao governador de armas do Castelo de São Jorge, Eusébio Pinheiro Furtado, a obra de recalçetamento da nova praça do Rossio, feita já no novo padrão.

 Entretanto, o calcetamento do Rossio não foi o primeiro do género a ser feito em Lisboa. A honra pertence ao Castelo de São Jorge, também de autoria de Eusébio Pinheiro Furtado, cuja construção resultou num padrão em zig zag que causou furor na época, sendo mesmo cantado em prosa e verso.

 One of the great architectural exponents of Portugal, the Portuguese Pavement is a source of pride and national admiration. The technique, whose modest beginnings date back to the 16th century, had the its true beginning in the period after the earthquake of 1755.


 As we know, the waters of the Tagus devastated the streets and invaded the Rossio, establishing chaos in the old city. In the process of reconstruction and redevelopment of what would be the future Baixa Pombalina, was assigned to the governor of arms of the Castle of São Jorge, Eusebio Pinheiro Furtado, the work of reinforcing the new Rossio square, made already in the new standard.


 However, the Rossio pavement was not the first of its kind in Lisbon. The honor belongs to the Castle of St. George, also by Eusébio Pinheiro Furtado, whose construction resulted in a zig-zag pattern that caused a furor at the time, even being sung in prose and verse.


  

Dom Pedro IV Square
Photo: ©Lisboa de Antigamente



 Em ambos os casos a mão-de-obra foi feita por prisioneiros, os chamados “grilhetas”. A partir daí, o aumento da procura por mais calçadas do género (bem como as maiores aspirações artísticas) deu origem a mestres e a uma nova profissão: os calceteiros.

 Não se limitando ao território nacional, a calçada portuguesa impõe-se um pouco por todo o mundo lusófono, no Brasil à China. O seu padrão mais famoso é talvez aquele chamado de Mar Largo, com o seu traçado de linhas alternadas a preto-e-branco, estilizado no ritmo das ondas do mar e marés. É esse o padrão que desenha um dos grandes cartões postais do Rio de Janeiro, o famoso Calçadão de Copacabana redesenhado pelo arquiteto-paisagisa brasileiro Burle Marx. No Brasil, a primeira cidade a adaptar o Mar Largo foi Manaus em 1900, no auge do chamado “Ciclo da Borracha” que alimentou a rica burguesia. A praça do Teatro Amazonas sendo resultado dessa aparência.

Veja outros exemplos de Calçadas Portuguesas pelo mundo em: Calçada Portuguesa pelo mundo



 In both cases the labor was done by prisoners, the so-called "grilhetas". From there, the increased demand for more sidewalks gender (as well as the highest aspirations artistic) gave rise to masters and a new profession: the Portuguese Pavement Craftsmen.

 Not limited to the national territory, the Portuguese Pavement imposes itself all over the lusophone world, in Brazil to China. Its most famous pattern is perhaps the one called the Mar Largo, with its alternating lines in black and white, stylized in the rhythm of the waves sea and tides. This is the pattern that draws one of the great postcards of Rio de Janeiro, the famous Copacabana promenade redesigned by Brazilian architect paisagisa Burle Marx. In Brazil, the first city to adapt the Mar Largo was Manaus in 1900, at its height of the so-called "Rubber Cycle" that fed the rich bourgeoisie. The square of the Teatro Amazonas was the result of this appearance.


See other examples of Portuguese Pavement in the world: Portuguese pavement around the world
   


Rossio paved with standard off Mar Largo (Dom Pedro IV Square)
Photo: ©Roc2c

 Centro da capital portuguesa e um dos símbolos da Baixa Pombalina, o padrão foi escolhido por simbolizar o encontro das águas do Tejo com as do Oceano Atlântico.



 Center of the Portuguese capital and one of the symbols of the Baixa, the default was chosen for symbolizing the meeting of the waters of the Tagus with those of the Atlantic Ocean.
   



Photo: ©CulturanaRua

“NO SEGUNDO ANDAR DESTE PREDIO
VIVEU OS ÚLTIMOS ANOS DA SUA VIDA O
TEN. GENERAL EUSEBIO PINHEIRO FURTADO
1777-1861. A QUEM LISBOA DEVEU
O NOTAVEL PROJECTO DE CALÇADA
ARTISTICA DO ROSSIO DESIGNADO POR
- “MAR LARGO” -
CONSIDERADO A SUA REPERCUSSÃO
ATE ALEM FRONTEIRAS, COMO MOSTRA
DE ARTE PORTUGUESA. A CÂMARA UM-
NICIPAL DE LISBOA MANDOU DESCERRAR
ESTA LÁPIDE DE HOMENAGEM AO AUTOR
QUE AINDA DIVULGOU A MAIS ANTIGA
PLANTA DA CIDADE, DE ANTES DO
TERRAMOTO, OCORRIDO HÁ 230 ANOS
1985”




 Governador de armas do Castelo de São Jorge, Tenente General Eusébio Pinheiro Furtado (1777-1861), a quem foi posteriormente confiada a tarefa de executar a pavimentação em calçada portuguesa da Praça do Rossio, viveu os seus últimos anos de vida na Baixa Lisboeta. Junto ao edifício onde habitava, mais propriamente no 2º andar podemos visualizar uma lápide, colocada ali a mando da Câmara Municipal de Lisboa com o propósito de o reconhecer e homenagear.


Veja mais em Sabias que…



 Governor of arms of the Castle of São Jorge, Lieutenant General Eusébio Pinheiro Furtado (1777-1861), who was later entrusted with the task of executing the paving in Portuguese Pavement of Rossio Square, he lived his last years of life in Baixa Lisboeta. Next to the building where dwelt more properly on the 2nd floor we can see a tombstone, , placed there by the Lisbon City Council with the purpose of recognizing and honoring him.


   See more in  Did you know…



location: Lisbon

18/06/18

Projetos Roc2c I Imporium City


Mestre Calceteiro Roc2c a dar formação a aprendiz chinês 
Photo: ©Roc2c

Símbolos marítimos 
Photo: ©Roc2c




For more information consult our site: Roc2c / Projetos - Roc2c / Projects

Location: Pinghu, Shanghai, China

15/06/18

"The Sweet Art Museum: um local doce que abraça a felicidade"

        
Photo: ©The Sweet Art Museum

Photo: ©The Sweet Art Museum


"Hansel e Gretel, os protagonistas do conto de Hans Christian Andersen iriam sentir-se como se estivessem a entrar na Casinha de Chocolate se pudessem visitar o The Sweet Art Museum, localizado, ironicamente ao pé da rua do Açúcar, em Marvila, mas desta vez sem bruxa. O mesmo aconteceria com o protagonista do filme Charlie e a Fábrica de Chocolate de Willie Wonka ou mesmo com Alice ao entrar no seu País das Maravilhas.

Mas antes de mais nada convém explicar que o The Sweet Art Museum não é um museu qualquer. É um espaço onde as palavras de ordem são a diversão, partilha e interação com alguns doces à mistura. Não é um museu de doces. Aliás, mais do que um museu, no seu sentido mais estreito, é um espaço de fantasia e doçura onde tudo é possível, onde os gelados são gigantes, os baloiços são nuvens, os unicónios existem, os marshmellows formam uma piscina e em que tudo é cor-de-rosa…O mal ficou lá fora, ali nada nos atinge. É como se transpuséssemos um portal para uma dimensão docemente mágica.

Para termos todas estas sensações é preciso abraçar o conceito lato do espaço e deixar-nos contagiar pela cor, pela fantasia, pela alegria e deixar o mundo real lá fora. Por isso o primeiro passo é abraçar a diversão. Aliás à entrada os avisos estão escritos numa parede rosa choque: “é permitido espalhar a felicidade, colorir a vida, saborear o momento, usar o melhor sorriso, tirar a foto perfeita e partilhar a experiência.



Edifício The Sweet Art Museum
Photo: ©The Sweet Art Museum


O espaço é relativamente pequeno e está dividido por oito salas pelo que só podem entrar até determinado número de pessoas de cada vez até porque a ideia é permitir que todas tenham oportunidade de experimentar e interagir com tudo e fazer as fotos que se quiser. A estrela do lugar, a piscina de marshmallows, está logo na primeira sala e existe um limite de tempo de 10 minutos para lá estar. Dentro da piscina estão os ditos marshmallows que não são, como é óbvio, reais. São mais de 10 mil cilindros brancos e cor-de-rosa em esponja. Para lá entrar é necessário tirar os sapatos e tudo o que se possa soltar e perder-se lá dentro. Existem cacifos disponíveis na sala para deixar as carteiras, os sapatos, ou que for necessário. Uma vez lá dentro é agarrar nos telemóveis e fazer fotos, selfies, boomerangs, vídeos e divertir-se muito. Aliás, o Sweet Art está todo concebido para os nativos digitais, os millenials e todas as gerações que gostam e interagem nas redes sociais ou simplesmente gostam de tirar fotografias divertidas.

E onde estão os doces que se comem, perguntarão? Eles existem. À saída de algumas das salas somos presenteados com alguns, nomeadamente um cone de papel com três coloridos e verdadeiros marshmallows, uma bola de gelado, gummy bears e rebuçados.

Quando saímos da Splash Mallow Pool, entramos na Ice Cream Land passando pela Happy Wall onde é definido o conceito de Feliz. Na Ice Cream Land existem “gelados” gigantes em cone, sanduiches e de pauzinho. À saída somos brindados com uma bola de gelado artesanal. No primeiro mês o sabor distribuído é de “ovos-moles” e foi escolhido por votação contra o sabor “pastel de nata”.


Piscina de Marshmallows
Photo: ©The Sweet Art Museum


O mundo dos chupa-chupas chega-nos no Candy Wash! Se na primeira sala havia uma piscina de marshmallows, aqui existe uma banheira de pés cheia de bolas coloridas a imitar guloseimas onde também podemos entrar. Nas paredes e no chão, espirais fazem lembrar os grandes chupa-chupas circulares.

Na sala seguinte somos confrontados com Gummy Bears gigantes num chão axadrezado, em que os Gummy Bears são peças de xadrez. Aqui entramos na dimensão da realidade virtual através do Gummy Game. Um jogo em que os visitantes colocam os óculos de realidade virtual e enchem a sala de gummy bears. Aliás a vertente tecnológica está presente não só neste jogo de realidade virtual, como também na aplicação que se pode descarregar antes de entrar no museu. Nesta sala há um esconderijo “escondido”, toda espelhado, com a palavra sweet escrita por todos os lados. No final, fomos presenteados com Gummy bears!!!

Os chupa-chupas regressam no Pop Circus com um carrossel onde os bancos são chupa-chupas de bola são mais uma oportunidade para umas fotos. Um arco-íris leva-nos até ao mundo dos Sonhos (Sweet Dreams) onde as nuvens são baloiços e os unicórnios são criaturas “reais”. O unicórnio é a única instalação onde não se pode sentar, mas poderá experimentar o baloiço-nuvem.

A última sala é a Lucky Fruits em que frutas, cor, doces e uma cara com uma língua gigante mostram diferentes texturas.


Sala dos chupa-chupas
Photo: ©livinginbshoe


O The Sweet Art Museum tem como objetivo dar a conhecer e promover a arte nacional, daí haver apontamentos como a calçada portuguesa em alguns pontos. Para esta primeira edição em Lisboa, os responsáveis pelo museu pop-up elegeram a artista contemporânea e irreverente, Maria Imaginário."




Eléctrico pelas ruas de Lisboa
Photo: ©The Sweet Art Museum




"O museu vai ficar patente até final de agosto, depois a ideia é levar conceito a outras cidades da Europa. Está localizado na Rua José Domingos Barreiros, Ed. 5, cruzamento com Rua do Açúcar (Marvila). Abre Seg, Qua-Sex entre as 11.00-21.00 e Sáb-Dom 10.00-20.00. Custa 20€ por pessoa e por cada bilhete vendido, um euro reverte para a Associação Terra dos Sonhos."




For more information check the website: The Sweet Art Museum

Location: Lisbon



14/06/18

"Dois calceteiros e 15 toneladas de pedra fazem "Praça de Cascais" na Califórnia"

Photo: ©Diário de Notícias

"Cidade californiana de Sausalito, geminada com a vila portuguesa, inaugura "Praça de Cascais" num processo que levou quatro anos e que pretende chamar a atenção para Portugal

Sausalito, na California, é uma cidade costeira e turística. A poucos minutos de distância de São Francisco - basta atravessar a ponte Golden Gate, muito semelhante à 25 de abril em Lisboa, por ter sido construída pela mesma empresa - é visitada diariamente por milhares de visitantes. Como Cascais.

Talvez por isso os dois municípios, geminados há cinco anos, levaram a cabo a empreitada de construir, na cidade californiana, uma "Praça de Cascais", inaugurada nesta terça-feira pela mayor da cidade, e pelo vice-presidente da câmara do município português, na presença do primeiro-ministro António Costa.


Photo: ©Diário de Notícias

A pequena "praça", uma área circular com 5 metros de diâmetro, é ocupada na sua plenitude por uma rosa-dos-ventos em calçada portuguesa, "para que em Sausalito saibam sempre onde é Portugal, explicou Miguel Pinto Luz no discurso de inauguração.

No executivo camarário de Cascais, Pinto Luz tem a pasta da geminação com Sausalito e em entrevista diz que o processo foi longo e complexo, mas valeu a pena.

Como foi o processo que culminou na inauguração desta praça de Cascais em Sausalito?

Isto é uma parceria, uma cidade geminada que Cascais tem há mais de 5 anos, uma cidade à beira-mar plantada, muito parecida com Cascais na sua forma de estar na vida, na sua forma de viver o desenvolvimento económico, social e ambiental.

E há cerca de quatro anos tivemos uma ideia, com o então mayor de Sausalito: porque não deixar uma marca perene para as futuras gerações sintam a relação tão simbiótica entre estas duas cidades que estão a mais de nove mil quilómetros de distância uma da outra.

Com a simbologia da calçada portuguesa...

Dois artesãos de Cascais estiveram aqui durante três semanas. Trouxemos várias toneladas de pedra de Portugal, e não foi fácil. A burocracia tanto para sair do país como para entrar nos Estados Unidos foi muito difícil, mas hoje é uma realidade e estamos muito satisfeitos.

A ideia está relacionada com o facto de a comunidade portuguesa ser muito forte na California?

A comunidade portuguesa é muito forte aqui, e mais do que isso: Sausalito nasceu de pescadores portugueses e portanto tem aqui uma história centenária ligada à comunidade portuguesa, e portanto não podia deixar de ser outra cidade que não Sausalito a ter esta relação com Cascais.

Esta praça pode chamar turistas para Portugal?

Esse é o objetivo. Estamos a falar de uma cidade muito pequena, mas é fronteira com São Francisco e são milhares os turistas que vêm aqui a esta cidade turística. Ter este marco aqui é de facto um farol para sinalizar que existe do outro lado do mundo uma cidade irmã que é muito interessante de se visitar."

Informação retirada Diário de Notícias



 Location: Califórnia

"Ruas de Macau"

Ruas de Macau
Photo: ©Roc2c



location: Macau

12/06/18

Praça 5 de Outubro / Square 5 of October


Câmara Municipal e estátua de D. Pedro I
Photo: © Roc2c



 A Praça 5 de Outubro situa-se bem no centro da vila, onde podemos encontrar a Câmara Municipal, edifício onde era o antigo Palácio dos Condes da Guarda, construído no século XVIII, nele podemos observar azulejos dedicados a vários Santos, presentes na sua fachada e ainda a estátua de D. Pedro I, o Rei com o cognome de Justiceiro e que estará eternamente ligado a uma das mais belas histórias de amor - a lenda de D. Inês de Castro e D. Pedro.

 A cidade localiza-se na Riviera Portuguesa e tem uma espantosa vista para o Oceano Atlântico, daí o perfeito encaixe do padrão “Mar Largo” nesta praça.

 Este padrão simboliza o encontro do Rio Tejo com o Oceano Atlântico, que lançou os portugueses nos Descobrimentos e na expansão Ultramarina a partir do século XV. Este tipo de pavimento é um ícone do nosso país, feito com pedras de calcário pretas e brancas. Foi “ele” que marcou o nascimento da “Calçada Portuguesa” como a conhecemos hoje.





 The 5 de October Square is located right in the center of the village, where we can find the Town Hall, building where it was the old Palace of the Counts of the Guard, built in the eighteenth century, it can be observed tiles dedicated to various Santos, present in its facade and also the statue of D. Pedro I, the King as a Punisher and will be eternally linked to one of the most beautiful stories of love - the legend of D. Inês de Castro and D. Pedro. 


 The city is located on the Portuguese Riviera and has an amazing view of the Atlantic Ocean, hence the perfect fit of the "Largo Mar" standard in this square. 

 This pattern symbolizes the meeting of the Tagus River with the Atlantic Ocean, which launched the Portuguese in the Discoveries and in the Overseas expansion from the 15th century. This type of pavement is an icon of our country, made wit limestone black and white. It was "he" that marked the birth of "Portuguese Pavement" as we know it today.





Photo: © Roc2c

"PRAÇA
5 DE OUTUBRO"



Pavimento "Mar Largo"
Photo: © Roc2c




Location: Cascais