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Calceteiro com sentido de humor


 Não pode deixar de ler em especial o "Jardim das Pichas Murchas". Pois este jardim foi batizado por um Calceteiro de nome Carlos Vinagre.

Leia o texto e vai entender o porque.



"As ruas de Lisboa com os nomes mais estranhos

5 moradas que o povo batizou e ficaram para sempre
Photo: ©anacapao
 
Sais da Triste-Feia, passas pelas Escadinhas dos Terramotos, fazes uma pausa no Jardim das Pichas Murchas e desces a Travessa do Fala Só antes de chegares ao Beco do Surra.
Qualquer roteiro como este seria, no mínimo, divertido e curioso, mas enquanto ninguém pega na ideia, levamos-te nós até às ruas da cidade com os nomes mais estranhos. Vem daí e descobre as histórias que inspiraram uma mão cheia de recantos lisboetas.



Triste-Feia (Alcântara)

Escondida entre a Rua Maria Pia e a Rua Costa, junto à estação de Alcântara, a Triste Feia deve o nome a uma mulher que se sentava todos os dias à porta do nº 28 desta rua.
Além de ser feia, também costumava andar triste, dizem os moradores mais velhos da zona, daí a origem do nome. Embora nunca a tenham visto, lembram-se dos pais e dos avós contarem esta história que ficou para sempre e ganhou direito a placa toponímica.

Photo:©Nelson Rodrigues




Escadinhas dos Terramotos (Campo de Ourique)

Ora aqui está um nome que leva muitos ao engano, incluindo os próprios moradores. A maioria pensa que estas escadinhas (junto à Rua Maria Pia) foram batizadas por causa do terramoto de 1755, mas não é bem assim.

A verdadeira razão deve-se aos muitos aluimentos de terras que ali aconteciam no início do século XX. Tantos, tantos, que quase pareciam… terramotos.

Photo:©hugomiguel_deoliveira




Jardim das Pichas Murchas (Castelo)

Muitos sorrisos e gargalhadas já arrancou a placa do Jardim das Pichas Murchas, ali para os lados do Castelo, junto à Rua de São Tomé. Não é preciso explicar-te o porquê do nome, pois não? Agora o que talvez não saibas (nós também não sabíamos) é que o jardim foi batizado por um calceteiro, chamado Carlos Vinagre, que adorava fazer troça dos muitos idosos que ali se juntavam.

Os mais puritanos ainda tentaram mudar o nome ao jardim, mas o povo juntou-se e acabou por ficar para sempre.

Photo: ©pedropraz




Beco do Surra (Alfama)

Fica descansado que ali ninguém levou uma surra. O porquê do nome não é consensual e já levantou várias teorias sobre este recanto escondido entre a Rua do Museu da Artilharia e a Rua dos Remédios, em Alfama.

Há quem defenda que vem do nome ou alcunha de alguém que ali viveu, mas o mais provável é ter origem numa antiga profissão, a de surrador, relacionada com a arte de curtir as peles. E, realmente, no passado, trabalhavam muitos surradores naquela zona. Faz sentido, não faz?

Photo: ©nyaasky




Travessa do Fala Só (São Pedro de Alcântara)

Mais um caso em que parece ter sido o povo a batizar a rua. Não há certezas, mas todos acreditam (até os especialistas em toponímia) que esta travessa a dois passos do ascensor da Glória foi buscar o nome a um homem que falava sozinho.

E quem era ele, perguntas tu? Ninguém sabe. O mais certo é ter vivido ou trabalhado naquela travessa, mas a verdadeira identidade continua um mistério. Provavelmente, nem o próprio alguma vez soube que teve direito a nome de rua."

Photo: ©my.eyes.on.photos





Notícia retirada: Lisboa Secreta


Local: Lisboa, Portugal

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