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Exposição destaca calçadas do Rio e exalta imaginário carioca

Tatuagens Urbanas e o Imaginário Carioca está aberta ao público a partir de hoje


Reconhecidas internacionalmente como uma das marcas dacidade, as calçadas do Rio de Janeiro são o tema da exposição Tatuagens Urbanas e o Imaginário Carioca, inaugurada para convidados na noite de ontem (11), no Museu Histórico Nacional.
Promovida pela prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, a mostra faz parte do calendário das celebrações pelos 450 anos da cidade e foi aberta para o público hoje (12), ficando em cartaz até o dia 1º de agosto.
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O Rio de Janeiro tem 1 milhão e 218 mil metros quadrados (m2) de calçamento em pedras portuguesas, o que constitui uma das maiores heranças em todo o mundo da arte de fazer calçadas desenhadas com mosaicos de calcário. A tradição foi iniciada com os portugueses, que levaram a técnica a todos os países por eles colonizados e a grandes cidades europeias.
O calçadão da Praia de Copacabana, imagem mundialmente famosa, e o canteiro central da orla do bairro, projetado pelo paisagista e arquiteto Roberto Burle Marx, são os exemplos mais emblemáticos das calçadas da cidade. São ícones presentes na exposição, juntamente com fotos de outros exemplos marcantes que ilustram as várias formas de compor as pedras para uma calçada.
Para a realização da mostra, a pesquisadora e produtora cultural Renata Lima contou com a colaboração da Câmara (equivalente à prefeitura) de Lisboa. “Essa parceria nos possibilitou o empréstimo de obras originais, verdadeiros tesouros do patrimônio urbano”, conta. “Através dos acervos de instituições de Portugal e do Brasil apresentamos telas, desenhos e moldes que formam um conjunto expositivo da maior relevância para se conhecer as calçadas portuguesas”, acrescenta.
A ideia da exposição surgiu do livro Tapetes de Pedra, editado por Renata Lima em 2010 e escrito a partir de pesquisas dela sobre as formas dos pavimentos e dos desenhos criados especialmente para compor as calçadas. Na exposição, que tem cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara, o tema é abordado em três módulos: histórico, com acervos das diversas instituições e registros dos calçadões de Copacabana e Ipanema; calceteiro, com o acervo do Museu de Moldes de Lisboa, fotografias e filmes de época, e imaginário carioca.
No último, o visitante pode observar como o carioca se apropriou dessa marca registrada da cidade em outros objetos. Os desenhos das calçadas estão presentes em joias, móveis, obras de arte e criações da moda, pelas mãos de arquitetos, artistas plásticos, designers e estilistas como Burle Marx, Oscar Niemeyer, Chicô Gouveia, Antonio Bernardo, Isabela Capeto e Oscar Metsavaht.
Um seminário e uma oficina de formação de calceteiros complementam a mostra. A partir do dia 15, o Curso de Qualificação de Mestres Calceteiros terá aulas de profissionais portugueses que ensinarão a técnica correta do calçamento.
Com essa iniciativa, a prefeitura carioca pretende reciclar o grupo responsável pelo trabalho e garantir a qualidade do assentamento de pisos em pedra portuguesa na cidade. Ao final do curso, os calceteiros formados serão responsáveis pela construção de novas calçadas, a partir de desenhos selecionados por meio de um concurso da Escola de Artes Visuais, do Parque Lage, na zona sul do Rio.
Serviço: Tatuagens Urbanas e o Imaginário Carioca pode ser visitada até 1º de agosto, de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. Os ingressos custam R$ 8, mas aos domingos a entrada é franca. O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora, próximo à Praça XV, no centro do Rio.
In: http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2015/06/12/exposicao-destaca-calcadas-do-rio-e-exalta-imaginario-carioca/

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